quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Doenças peroxissomais

No mínimo 17 doenças estão ligadas a disfunções dos peroxissomos, tendo 15 delas envolvimentos neurológicos. A síndrome cérebro-hepato-renal foi a primeira a ser descoberta e através dela foram demonstrados vários defeitos na biogênese dos peroxissomos e desde então aumentaram as atenções para esta organela. Tais doenças podem ser classificadas em dois grupos:

Doenças do grupo 1: os peroxissomos são produzidos em menor número, possuem uma estrutura anormal e suas proteínas não são importadas e degradadas no citoplasma. Ex:

  • Síndrome de Zellweger
  • Condrodisplasia puntata rizomélica

Doenças do grupo 2: causadas por defeito em uma única enzima peroxissomal. Ocorrência de acúmulo de substratos e falta dos seus respectivos produtos. Ex:

  • Adrenoleucodistrofia ligada ao cromossomo X
  • Pseudo síndrome de Zellweger
  • Hiperoxalúria tipo I
  • Acatalessemia



Amanda A. Cominese

Fonte: A célula 2007 p. 232

terça-feira, 7 de agosto de 2012


A Diabetes mellitus é uma doença que atinge cerca de 12% da população brasileira, além de inúmeras outras pessoas em todo o mundo. Até hoje não foi encontrado a sua cura, sendo conhecidas apenas maneiras de controlá-la.
A doença define-se como uma deficiência na produção de insulina ou também por falha nos receptores deste hormônio, o qual é produzido pelas células beta do pâncreas e é responsável pelo metabolismo da glicose presente no sangue. Isso causa o acúmulo de tal substância no organismo gerando diversos problemas como: dificuldade de coagulação, infarto cardíaco, derrame cerebral, insuficiência renal e até mesmo a cegueira.
Nos casos de grau ligeiramente elevado da doença, o paciente corre o risco de ter um pico de glicemia repentinamente e que pode levá-lo a óbito caso não forem tomadas providências imediatas. Por esse motivo o indivíduo passa a ter problemas para dormir e fazer outras atividades cotidianas, de modo que ocorre uma enorme queda em sua qualidade de vida.
O método mais comumente utilizado no tratamento da patologia é o uso diário de injeções de insulina, porém ele é muito doloroso para seus usuários. Sendo assim, estão sendo desenvolvidos outros tipos de tratamentos, dentre os quais um vem tendo destaque: o transplante de ilhotas (tecido produtor de insulina, presente no pâncreas).
A partir de um pâncreas saudável é feito um longo processo laboratorial, de modo que se retire dele apenas as ilhotas que passarão por um encapsulamento para que não sofra rejeição no organismo receptor e em seguida são implantadas no fígado do paciente que passará a ter uma produção normal de insulina.
Esse procedimento ainda está em fase de testes, porém os primeiros pacientes a utilizá-lo já apresentaram uma grande melhora na qualidade de vida. Aqueles que viviam em estado contínuo de alerta passaram a ter possibilidade de levar uma vida mais tranquila e com melhor qualidade.
Maria Carolina C. Albaricci
Por: Carolina Adele Balsano



Terça- feira 7 de agosto de 2012 Proteína na saliva de carrapato poderá combater o câncer

Com informações da Agência Brasil

Além da
 febre maculosa, o carrapato-estrela pode causar uma reação alérgica à ingestão  carne vermelha, com risco de vida para o paciente.[Imagem: Wikipedia/CDC/Christopher Paddock/James Gathany]
Proteína na saliva de carrapato destrói células do câncer

Carrapato-estrela
Uma proteína encontrada na saliva do carrapato-estrela (Amblyomma cajennense) pode reduzir tumores cancerígenos.
A conclusão é de cientistas do Instituto Butantan, em São Paulo.
O estudo incluiu avaliações em laboratório de células dos cânceres de pâncreas, renal e melanoma.
Anticoagulante
Segundo Ana Maria Tavassi, coordenadora do estudo, o objetivo original da pesquisa era estudar a capacidade anticoagulante na saliva do animal, o que permite que ele sugue o sangue da vítima.
O carrapato-estrela é transmissor da febre maculosa.
Contudo, análises posteriores mostraram que a proteína também age diretamente nas células.
"Fizemos estudos em células normais e tumorais. A proteína não exercia ação em células normais, mas tinha uma atividade capaz de matar as células tumorais", explicou ela.
A seguir, a equipe realizou testes em animais de laboratório, quando se repetiram os resultados positivos.
Testes pré-clínicos 
Agora, eles passarão aos chamados testes pré-clínicos, que visam garantir que a proteína não possua alguma toxicidade para o ser humano.
Só depois poderão ser iniciados os testes clínicos, em humanos.
"Quando você anuncia uma molécula com essa natureza, as pessoas que estão precisando ficam com uma expectativa muito grande, mas é preciso entender que, obrigatoriamente, ela tem que passar por todas essas fases de teste", ressaltou a pesquisadora.

domingo, 5 de agosto de 2012


Estudos acham células-tronco em câncer

Próximo desafio dos pesquisadores é desenvolver droga capaz de destruir apenas essas unidades-alvo



Por que um câncer pode voltar a crescer após um tratamento aparentemente bem-sucedido? Cientistas que assinam três trabalhos publicados ontem indicam que a chave do problema está nas células-tronco tumorais.
Nesses estudos, dois editados pela revista científica "Nature" e um pela "Science", camundongos geneticamente modificados para que suas células-tronco ficassem coloridas e para que tivessem câncer foram usados para mostrar que é esse tipo de célula que comanda o processo de crescimento do tumor.
Por meio das marcações coloridas, um dos estudos traçou a "descendência" das células, que formam outras em um tumor de pele. Em outro estudo, feito com camundongos com glioblastoma (tumor cerebral agressivo), a atuação das células-tronco foi confirmada por meio do uso de tratamentos.
Primeiro, os animais receberam uma droga de quimioterapia que é usada hoje contra esse tipo de tumor. O câncer diminuiu, mas voltou a crescer. Por meio de imagens de amostras desses tumores, os cientistas viram que as células-tronco estavam por trás da recidiva. Os camundongos também foram tratados com um medicamento desenvolvido só para eles e que mata essas células-tronco. Dessa vez, o tumor foi erradicado.
De acordo com o biólogo Tiago Góss dos Santos, pesquisador do Hospital A.C. Camargo, os estudos dão força à ideia de que uma célula-tronco, quando se torna cancerosa, dá origem aos vários tipos de célula que compõem um tumor.

Com hierarquia
O outro modelo, que antes era mais aceito, era de que não haveria uma hierarquia: todas as células do câncer seriam igualmente responsáveis pelo seu crescimento.
"Já foi visto que a maioria das células mortas pela quimioterapia são as já diferenciadas [que não são células-tronco]. Ainda que mate 90% das células, o tratamento não está eliminando a parte do tumor que o faz crescer."
O oncologista Bernardo Garicochea, responsável por ensino e pesquisa no Hospital Sírio-Libanês, afirma que, agora, é preciso investigar mais a fundo a resistência dessas células à químio.  "Nosso corpo não 'liga' muito para células mais velhas, que serão logo descartadas em favor de novas. Com o tumor, é a mesma coisa: o que 'importa' é manter a capacidade de regeneração."
Em seu estado normal, as células-tronco, que estão presentes por todo o nosso organismo, têm funções importantes na regeneração, dando origem a novas células.  Para o oncologista, um próximo passo a ser dado é analisar em detalhes essas células-troncos tumorais para que seja possível criar drogas específicas para elas, que não afetem as células-tronco normais e necessárias.
A presença maior ou menor dessas células em um tumor também pode vir a mudar a classificação do potencial de risco da doença.
O papel das células-tronco nos tumores, no entanto, ainda está longe de ser um consenso, segundo o biólogo Tiago dos Santos. O tema será debatido em um encontro aberto ao público com pesquisadores no Hospital A.C. Camargo no próximo dia 29.

Melyssa Gutierrez Kapp

sábado, 4 de agosto de 2012

Radioterapia



A radioterapia é um método capaz de destruir células tumorais, empregando feixe de radiações ionizantes. Uma dose pré-calculada de radiação é aplicada, em um determinado tempo, a um volume de tecido que engloba o tumor, buscando erradicar todas as células tumorais, com o menor dano possível às células normais circunvizinhas, à custa das quais se fará a regeneração da área irradiada.
As radiações ionizantes são eletromagnéticas ou corpusculares e carregam energia. Ao interagirem com os tecidos, dão origem a elétrons rápidos que ionizam o meio e criam efeitos químicos como a hidrólise da água e a ruptura das cadeias de ADN. A morte celular pode ocorrer então por variados mecanismos, desde a inativação de sistemas vitais para a célula até sua incapacidade de reprodução.

A resposta dos tecidos às radiações depende de diversos fatores, tais como a sensibilidade do tumor à radiação, sua localização e oxigenação, assim como a qualidade e a quantidade da radiação e o tempo total em que ela é administrada.

Para que o efeito biológico atinja maior número de células neoplásicas e a tolerância dos tecidos normais seja respeitada, a dose total de radiação a ser administrada é habitualmente fracionada em doses diárias iguais, quando se usa a terapia externa.


Radiossensibilidade e radiocurabilidade
A velocidade da regressão tumoral representa o grau de sensibilidade que o tumor apresenta às radiações. Depende fundamentalmente da sua origem celular, do seu grau de diferenciação, da oxigenação e da forma clínica de apresentação. A maioria dos tumores radiossensíveis são radiocuráveis. Entretanto, alguns se disseminam independentemente do controle local; outros apresentam sensibilidade tão próxima à dos tecidos normais, que esta impede a aplicação da dose de erradicação. A curabilidade local só é atingida quando a dose de radiação aplicada é letal para todas as células tumorais, mas não ultrapassa a tolerância dos tecidos normais. 



Indicações da radioterapia
Como a radioterapia é um método de tratamento local e/ou regional, pode ser indicada de forma exclusiva ou associada aos outros métodos terapêuticos. Em combinação com a cirurgia, poderá ser pré-, per- ou pós-operatória. Também pode ser indicada antes, durante ou logo após a quimioterapia.

A radioterapia pode ser radical (ou curativa), quando se busca a cura total do tumor; remissiva, quando o objetivo é apenas a redução tumoral; profilática, quando se trata a doença em fase subclínica, isto é, não há volume tumoral presente, mas possíveis células neoplásicas dispersas; paliativa, quando se busca a remissão de sintomas tais como dor intensa, sangramento e compressão de órgãos; e ablativa, quando se administra a radiação para suprimir a função de um órgão, como, por exemplo, o ovário, para se obter a castração actínica.


Fontes de energia e suas aplicações
 
São várias as fontes de energia utilizadas na radioterapia. Há aparelhos que geram radiação a partir da energia elétrica, liberando raios X e elétrons, ou a partir de fontes de isótopo radioativo, como, por exemplo, pastilhas de cobalto, as quais geram raios gama. Esses aparelhos são usados como fontes externas, mantendo distâncias da pele que variam de 1 centímetro a 1 metro (teleterapia). Estas técnicas constituem a radioterapia clínica e se prestam para tratamento de lesões superficiais, semiprofundas ou profundas, dependendo da qualidade da radiação gerada pelo equipamento.
Os isótopos radioativos (cobalto, césio, irídio etc.) ou sais de rádio são utilizados sob a forma de tubos, agulhas, fios, sementes ou placas e geram radiações, habitualmente gama, de diferentes energias, dependendo do elemento radioativo empregado. São aplicados, na maior parte das vezes, de forma intersticial ou intracavitária, constituindo-se na radioterapia cirúrgica, também conhecida por braquiterapia.
No quadro abaixo estão relacionadas as diversas fontes usadas na radioterapia e os seus tipos de radiação gerada, energias e métodos de aplicação.

FonteTipo de radiaçãoEnergiaMétodo de aplicação
ContatoterapiaRaios X (superficial)10 - 60 kVTerapia superficial
RoentgenterapiaRaios X (ortovoltagem)100 - 300 kVTerapia semiprofunda
Unidade de cobaltoRaios gama1,25 MeVTeleterapia profunda
Acelerador linearRaios X de alta energia e elétrons*1,5 - 40 MeVTeleterapia profunda
Isótopos radioativosRaios gama e/ou betaVariável conforme o isótopo utilizadoBraquiterapia
* Os feixes de elétrons, na dependência de sua energia, podem ser utilizados também na terapia superficial
As unidades internacionalmente utilizadas para medir as quantidades de radiação são o röentgen e o gray. O röentgen (R) é a unidade que mede o número de ionizações desencadeadas no ar ambiental pela passagem de uma certa quantidade de radiação. Já o gray expressa a dose de radiação absorvida por qualquer material ou tecido humano. Um gray (Gy) corresponde a 100 centigrays (cGy).


Efeitos adversos da radioterapia
Normalmente, os efeitos das radiações são bem tolerados, desde que sejam respeitados os princípios de dose total de tratamento e a aplicação fracionada.

Os efeitos colaterais podem ser classificados em imediatos e tardios.
Os efeitos imediatos são observados nos tecidos que apresentam maior capacidade proliferativa, como as gônadas, a epiderme, as mucosas dos tratos digestivo, urinário e genital, e a medula óssea. Eles ocorrem somente se estes tecidos estiverem incluídos no campo de irradiação e podem ser potencializados pela administração simultânea de quimioterápicos. Manifestam-se clinicamente por anovulação ou azoospermia, epitelites, mucosites e mielodepressão (leucopenia e plaquetopenia) e devem ser tratados sintomaticamente, pois geralmente são bem tolerados e reversíveis.
Os efeitos tardios são raros e ocorrem quando as doses de tolerância dos tecidos normais são ultrapassadas. Os efeitos tardios manifestam-se por atrofias e fibroses. As alterações de caráter genético e o desenvolvimento de outros tumores malignos são raramente observados.
Todos os tecidos podem ser afetados, em graus variados, pelas radiações. Normalmente, os efeitos se relacionam com a dose total absorvida e com o fracionamento utilizado. A cirurgia e a quimioterapia podem contribuir para o agravamento destes efeitos.
Fonte: Controle do Câncer: uma proposta de integração ensino-serviço. 2 ed. rev. atual. - Rio de Janeiro: Pro-Onco. 1993.

Parte do tratamento do câncer na laringe do presidente Lula foi feita com radioterapia.
Meu avô foi curado do câncer de próstata com mesmo tratamento.

Cassyus Ilkiu

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Planta do nordeste pode ser a chave para o tratamento da Esclerose Múltipla

Uma das doenças degenerativas mais implacáveis do mundo pode não ser párea para o avelóz, planta milagreira das regiões Norte e Nordeste. Testes em camundongos têm sido extremamente bem-sucedidos

por João Mello
Editora Globo
O futuro do tratamento da Esclerose Múltipla pode passar por esses arbustos //Crédito: Divulgação
Uma planta típica do nordeste pode mudar os rumos do tratamento da Esclerose Múltipla. Apesar de ser cedo para alardear uma revolução terapêutica, a descoberta feita por um grupo de pesquisadores brasileiros pode ser comemorada como uma das melhores notícias dos últimos anos para portadores da doença e seus familiares.
A grande sacada da pesquisa atende pelo nome de avelóz, uma plantinha conhecida tradicionalmente no Norte e Nordeste por seus poderes milagreiros e que de uns tempos pra cá começou a ganhar a atenção formal de cientistas. O estudo foi publicado na renomada publicação  Biochemical Pharmacology e está sendo capitaneado pelos pesquisadores Prof. Dr. Rafael Cypriano Dutra e Prof. Dr. João Batista Calixto, ambos da Universidade Federal de Santa Catarina, além do Dr. Luiz Francisco Pianowski, do laboratório Kyolab.
A pesquisa começou há dois anos e seus resultados são bem promissores. “Nós demonstramos que o euphol inibe significativamente o desenvolvimento da Esclerose Múltipla em camundongos quando administrado por via oral. Além disso, nós descobrimos que ele (o euphol) bloqueia seletivamente as células que induzem a doença. Conseqüentemente, os animais tratados com o euphol não apresentam os sinais clínicos da doença”, afirma o Dr. Rafael Cypriano. O tal do euphol vem de Euphorbia tirucalli nome científico da avelóz. Ele é o componente que, quando isolado, combate a doença.
A EM não tem cura e ninguém sabe ao certo o que causa o problema. Mas não há mistério sobre o mal que ela causa: a Esclerose Múltipla é uma doença cruel. A lista de sintomas mais comuns dá uma vaga noção disso: dificuldade de locomoção, perda de coordenação motora, tonturas, disfunções sexuais, distúrbios esfincterianos e fadiga. A crueldade ganha um aspecto ainda mais traumático quando aliada aos aspectos psicológicos da doença: cerca de 65% dos pacientes sofrem de déficit de atenção e perda de memória, quase sempre acompanhados de um sentimento de ansiedade e depressão. A Esclerose Múltipla atinge 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo. “A doença acomete, principalmente, indivíduos brancos, na faixa etária entre 20 e 40 anos e com forte predomínio sobre o sexo feminino”, diz o Dr. Rafael. No Brasil, há 15 casos para cada 100 mil habitantes. Em alguns países do Hemisfério Norte esse número sobe para 100 ocorrências a cada 100 mil pessoas.
Hoje em dia, uma pessoa com Esclerose Múltipla não gasta menos de 5 mil reais por mês para se tratar, o que “dificulta a adesão dos pacientes”, nas palavras do Dr. Rafael. Ou seja: pouca gente tem grana suficiente para se tratar decentemente. Quando perguntado se a descoberta pode tornar o tratamento mais acessível, o pesquisador prefere a cautela: “No momento da nossa pesquisa, nós não temos como estimar um valor comercial para o euphol”. A burocracia que separa a descoberta de um remédio em potencial e as prateleiras da farmácia costuma gerar um período de 10 ou até 15 anos de espera. Enquanto isso, aumenta a esperança de dias melhores para os pacientes que sofrem com o problema. 
Autor: Felipe Augusto B. Biscaia


Postado por : Caroline Machado de Oliveira 

sábado, 28 de julho de 2012

Pressentindo a morte

  Os pesquisadores do hospital estadunidense Brigham and Women's Hospital que investigaram a chamada ansiedade fóbica, uma das formas mais frequentes de ansiedade, fizeram uma descoberta surpreendente ao concluírem que as pessoas que sofrem de fobias têm telômeros consideravelmente mais curtos.


    
     Os telômeros são estruturas específicas de proteínas que formam as extremidades dos cromossomas e têm a propriedade de proteger estes últimos e a informação genêtica durante a divisão das células. Compõem-se de seqüências curtas de nucleotídeos repetidas centenas de vezes em leveduras e vários milhares de vezes em vertebrados. Nos cromossomos humanos a seqüência é [5’ – TTAGGG – 3’], formando um segmento de DNA de aproximadamente 10kb no extremo do cromossomo. A fita complementar, rica em C, terminam um pouco antes da fita rica em G, de modo que a última forma uma fita terminal monocatenaria no extremo do cromossomo. Como a síntese de DNA avança somente na direção 5’ ® 3’ e depende da presença de um iniciador, a síntese de DNA no extremo do cromossomo é interrompida. 








    Os telômeros são considerados marcadores do envelhecimento biológico e celular. A duplicação cromossômica normal produz um encurtamento progressivo de telômeros, até que, depois de um número de divisões celulares os cromossomos se tornam instáveis e a célula morre. O encurtamento dos telômeros está relacionado com um elevado risco de desenvolvimento de câncer, de doenças cardíacas, de demência e de morte prematura.
     Assim, a ansiedade fóbica está relacionada com a possibilidade de um envelhecimento acelerado. É como se o organismo tivesse medo da morte prematura e o fizesse o sentir à pessoa.

Mais sobre telômeros aqui

Postado por Felipe Faix