sábado, 19 de maio de 2012

interessante video sobre o interior de uma célula eucariótica                                                                           http://www.youtube.com/watch?v=YWNO19zVMc4&feature=plcp                                                                   por Allan Ricardo Divardin.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Cientistas fabricam vasos sanguíneos usando células da pele



Uma empresa americana chamada Cytograft desenvolveu uma técnica que usa células da pele para criar vasos sanguíneos, que poderiam substituir partes danificadas do nosso sistema circulatório. E o mais bacana é que a tecnologia já foi testada (e funciona bem) em pacientes humanos.

A célula de pele “original” não precisa nem ser da pessoa que irá receber o tecido pronto, o que diminui custos e tempo de produção. Afinal, os vasos criados artificialmente podem ser estocados, esperando por seu usuário.

A produção começa ao serem extraídos fibroblastos das células da pele, fazendo com que elas crescessem em forma de pequenos tecidos, enrolavam essa “trama” e esperavam até que ela ficasse nesse formato. Depois é só fazer o implante.

Primeiramente, os vasos foram testados em pacientes de diálise, mas espera-se que eles possam ser usados em bebês com defeitos congênitos de coração e pacientes que usam marca-passo.
Através dessa técnica, cientistas esperam produzir, também, outros tipos de tecido, tendo “estoques de órgãos” disponíveis para o implante. Como o tecido é completamente biológico e tratado, a chance de rejeição do organismo é mínima.


Fonte: . http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/1,,EMI303682-17770,00.html


AUTOR DA POSTAGEM - FELIPE AUGUSTO B. BISCAIA


quarta-feira, 2 de maio de 2012


Seres diminutos, enorme flagelo

Os vírus demoraram a ser descobertos e conhecidos, de tão diminutos. Há algumas décadas, esses seres sequer podiam ser visualizados, mesmo pelos microscópios mais potentes. Eles eram considerados por muitos cientistas como partículas inanimadas incapazes de realizar um dos atributos básicos da vida: a capacidade de se reproduzir de forma independente.

Entretanto, os aspectos da biologia e da evolução desses seres, aliados as estratégias que eles utilizam para subverter os mecanismos de defesa de nosso corpo são alguns dos temas mais fascinantes da biologia moderna. Além disso, algumas das doenças causadas por esses agentes infecciosos – as chamadas viroses emergentes – representam uma fonte de enorme inquietação para a medicina atual.

Em latim, a palavra vírus significa veneno. Antes da primeira visualização desses agentes infecciosos, acreditava-se que as doenças transmitidas por eles, conhecidas como viroses, eram causadas por venenos provenientes de algum ser vivo. Dessa forma, tentava-se dar uma explicação convincente para a incapacidade que se tinha na época de visualizar os vírus. A hipótese explicaria ainda o fato de certas doenças continuarem a ser transmitidas mesmo quando fluidos provenientes de doentes eram passados através de filtros de porcelana com poros capazes de reter bactérias, os menores organismos conhecidos na época.

Cada partícula viral, também conhecida como vírion, alcança, em média, apenas algumas dezenas de nanômetros (a bilionésima parte de um metro) e é de constituição simples. Os vírions são formados por apenas uma molécula de acido nucléico – que pode ser o DNA ou o RNA, mas nunca ambos – e por um envoltório protéico denominado capsídeo. Sob esse envoltório pode ainda estar presente um revestimento lipídico adquirido a partir da membrana plasmática da célula parasitada.

Em sua forma extracelular, os vírions podem permanecer inertes por dezenas ou mesmo centenas de anos. A simplicidade e elegância estrutural, associadas a uma elevada capacidade reprodutiva baseada em uma série de truques engenhosos voltados para ludibriar as defesas imunes e intracelulares, fazem com que os vírus se convertam em agentes infecciosos tremendamente eficientes.

Invasão e reprodução

 Quando os vírus entram em contato com suas células hospedeiras, eles perfuram a membrana plasmática celular e introduzem seu ácido nucléico no citoplasma destas. Se, nessa fase, eles conseguirem superar as defesas internas da célula, a maquinaria celular será direcionada para produzir novos vírions que, após montados, serão liberados no meio extracelular levando consigo parte da membrana plasmática da célula hospedeira ou causando sua ruptura (ciclo lítico).

Dessa forma, as células têm seu metabolismo “escravizado” e deixam de produzir as moléculas necessárias para a sua sobrevivência, dedicando-se apenas à produção de novos vírions. Em algumas ocasiões, contudo, o ácido nucléico viral poderá ser incorporado ao genoma da célula parasitada e ali permanecer de forma silenciosa, multiplicando-se juntamente com a sua hospedeira (ciclo lisogênico) até que condições favoráveis sejam alcançadas e novos vírions possam ser produzidos.

Contudo, em alguns casos, a transição entre os ciclos lisogênico e lítico jamais ocorre e o material genético dos vírions permanece incorporado de forma permanente ao genoma da célula parasitada. Genes de origem viral têm sido encontrados em todos os organismos vivos e acredita-se que a presença de alguns desses pode ser benéfica para seus portadores. Nos seres humanos, por exemplo, crê-se que o gene da ptialina, uma enzima salivar relacionada com a digestão de carboidratos, seja regulado por uma seqüência gênica de origem viral.

Durante a sua reprodução e subseqüente deslocamento de uma célula para outra, os vírions podem também levar consigo trechos do DNA das células parasitadas, contribuindo assim para um aumento da diversidade genética dos organismos hospedeiros.

Devido às suas características únicas, esses seres são hoje importante instrumento biotecnológico empregado para a introdução de genes em células. Para isso, essa metodologia emprega a capacidade dos vírions de infectar apenas um tipo celular exclusivo após reconhecerem receptores específicos na membrana plasmática.

Dessa forma, esses agentes infecciosos podem se constituir no futuro em importantes aliados da terapia genética associada com o combate de doenças humanas como a artrite, o lúpus e o câncer. Pesquisas têm, por exemplo, empregado o vírus do herpes simples para que células tumorais sejam sensibilizadas e respondam de forma melhor ao tratamento com drogas anticarcinogênicas. Para que isso ocorra, genes associados com a reprodução do vírus foram substituídos por genes que ativam drogas tóxicas para as células do tumor.

Viroses emergentes

Contudo, tradicionalmente, os vírus estão associados com muitas enfermidades humanas como gripe, sarampo, hepatite, herpes, rubéola, varíola, febre amarela, caxumba e poliomielite. Além delas, há alguns anos outras doenças têm preocupado as autoridades sanitárias de todo o mundo: são as viroses emergentes, causadas por vírus que surgem como importante problema de saúde.

 Um dos exemplos clássicos dessas viroses emergentes é a infecção pelo vírus HIV – a Aids –,atualmente disseminada por toda a humanidade e talvez uma das enfermidades humanas mais estudadas atualmente. Outras viroses emergentes que causam especial preocupação são aquelas associadas com as febres hemorrágicas. Isso se deve a seu caráter comumente letal e a sua capacidade de disseminação. Entre elas podemos citar a hantavirose e a febre hemorrágica causada pelo vírus Ebola.

As hantaviroses são enfermidades agudas que podem se apresentar sob a forma de febre hemorrágica com síndrome renal ou pulmonar. A doença é transmitida de forma sazonal por aerossóis disseminados pela urina de roedores silvestres portadores do vírus. Casos de hantavirose têm sido relatados em estados como Minas Gerais, Goiás e São Paulo, levando à morte cerca de 5% dos pacientes.

Já o vírus Ebola foi isolado em 1976, após uma epidemia de febre hemorrágica em vilas do noroeste do Zaire (África), próximo ao rio Ebola. Esse vírus está associado com um quadro de febre hemorrágica extremamente letal, que acomete as células hepáticas e o sistema retículo-endotelial. Até o presente, quatro epidemias de febre hemorrágica causadas pelo vírus Ebola ocorreram no Zaire e no Sudão, afetando mais de 500 pessoas com um índice de mortalidade de mais de 60%.

SARS
Outra virose emergente que andou ocupando a primeira página dos jornais e os noticiários da TV é a SARS (sigla em inglês para síndrome respiratória aguda grave). Essa doença é causada por um coronavírus e foi descoberta inicialmente em novembro de 2002 na província Guangdong, no sul da China. A SARS propagou-se por diversos países, vitimando cerca de 780 pessoas.

Apesar da taxa de mortalidade ser de 9,6%, similar à da febre amarela, por exemplo, a SARS por ser transmitida diretamente de um indivíduo para outro, representa um risco maior para a saúde mundial do que infecções transmitidas por vetores e restritas a certas regiões de nosso planeta. Alem disso, como os sintomas da SARS são bastante similares aos da gripe, essa virose pode ser confundida com um simples resfriado.

Devido aos enormes riscos associados com o seu contágio, a Organização Mundial da Saúde lançou em novembro de 2003 um alerta mundial e tomou medidas para frear a sua disseminação. Essas medidas têm se mostrado eficientes e, apesar de casos terem sido registrados em dezenas de países, atualmente essa virose está sob controle.

Outra virose, foco de imensa preocupação para o sistema de saúde brasileiro, é a dengue. Essa doença é causada por quatro tipos imunológicos similares de arbovírus da família dos flavivírus que têm se disseminado pelas zonas urbanas do Brasil devido à proliferação de criadouros de seus vetores, os pernilongos Aedes aegypti (e raramente Aedes albopictus).

O termo dengue deriva-se da expressão ki dengu pepo , do dialeto africano swahili, que descreve os ataques causados por maus espíritos e foi inicialmente empregado para designar a enfermidade que acometeu alguns ingleses em uma epidemia nas Índias Ocidentais Espanholas em 1927-1928. Acredita-se que a dengue tenha sido trazida para o continente americano pelos colonizadores europeus, mas não é possível afirmar que as epidemias foram causadas pelos vírus da dengue, pois seus sintomas são similares aos de infecções como a febre amarela.

Atualmente, a dengue é a arbovirose mais comum que atinge o homem, sendo responsável por cerca de 100 milhões de casos por ano e colocando em risco, talvez, uma população de 2,5 a 3 bilhões de pessoas. A dengue hemorrágica e a síndrome de choque da dengue atingem pelo menos 500 mil pessoas por ano e são responsáveis por taxa de mortalidade de até 10% para pacientes hospitalizados e 30% para pacientes não tratados.

A dengue e as outras viroses emergentes são fruto do desequilíbrio ambiental associado com a ausência de vontade política para se promover medidas de saneamento básico e controle de poluição. Enquanto nossos políticos estiverem mais interessados em se autopromover em vez de se preocupar com a saúde da população, estaremos à mercê de flagelos como as viroses emergentes.


AUTORA DA POSTAGEM: Danielly Xavier

sábado, 7 de abril de 2012

Nanopartículas anticâncer são usadas com sucesso em teste nos EUA

Pacientes com câncer avançado mostraram resultados positivos em primeira fase de pesquisa que usa nanotecnologia para tentar combater a doença

Celulas cancerigenas 
Células cancerígenas: nanopartículas agirão como mísseis teleguiados, levando o medicamento contra o câncer somente às células doentes (Getty Images).

O primeiro teste clínico com nanopartículas programadas para um tratamento anticâncer mais concentrado e com menos efeitos colaterais do que a quimioterapia teve resultados positivos, segundo estudo publicado nesta semana, nos Estados Unidos. Parte dos participantes do estudo, que sofriam de câncer em etágios avançados, tiveram o crescimento do seus tumores estabilizados ou reduzidos. O trabalho foi apresentado na conferência anual da Associação Americana de Pesquisas sobre o Câncer, realizada em Chicago, e publicado simultaneamente na versão online da revista médica americana Science Translational Medicine.
"Esta técnica pode revolucionar potencialmente o tratamento do câncer", afirmou Omid Farokhzad, médico do Hospital Brigham de Boston, professor da Universidade de Harvard e um dos principais autores do estudo.
A nanopartícula, chamada BIND-014, foi desenvolvida pela companhia BIND Biosciences, com sede em Massachusetts. "Este é o primeiro tratamento deste tipo utilizado em humanos para qualquer tipo de doença", disse Farokhzad. "A BIND-014 mostrou pela primeira vez que é possível produzir nanomedicamentos programáveis capazes de concentrar efeitos terapêuticos multiplicados diretamente no coração da doença", explicou o doutor Farokhzad. O princípio ativo usado foi o docetaxel, comercializado com o nome de Taxotere.
A pesquisa — O teste clínico de fase 1 do estudo foi feito com um pequeno grupo de 17 pacientes que sofriam de diferentes tipos de câncer em estágio avançado. O teste provou ser seguro e produziu efeitos em "praticamente todos os participantes", mas especialmente em seis deles, nos quais os efeitos foram mais destacados. Neste grupo, uma paciente teve redução do tumor no colo do útero, enquanto outros cinco tiveram seus cânceres (de pâncreas, ânus, cólon, vias biliares e garganta) estabilizados.
Este nanotratamento produziu efeitos favoráveis na luta contra o câncer, inclusive com doses ínfimas de anticancerígenos, que representavam até 20% do que normalmente se prescreve em quimioterapia tradicional por via oral ou em injeções. "Se tentássemos obter essa concentração em um tratamento convencional, mataríamos o paciente", diz Farokhzad. Os pesquisadores explicam que isso se deve ao fato de que as nanopartículas podem depositar no local exato onde se encontra o tumor concentrações de medicamenos até dez vezes maiores.
Os pesquisadores se disseram animados com os resultados porque as doses foram baixas, o que indica que no futuro os médicos poderiam encontrar uma forma de aplicar a quimioterapia em cânceres, direcionando o medicamento ao próprio tumor e evitando seus efeitos colaterais.

Opinião do especialista

Artur Katz - coordenador de Oncologia Clinica do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.

"Tratamentos anticâncer com nanotecnologia fariam com que a droga para a doença ficasse dentro de uma partícula. Essa se ligaria a um tipo de proteína de uma célula cancerígena e, só então, liberaria a substância do medicamento. Como um míssel teleguiado.
É preciso que os pacientes tomem cuidado ao ler esse tipo de pesquisa para que não pensem que já existe um tratamento do qual estão sendo privados. Resultados como esses são relevantes cientificamente, mas na prática clínica ainda não têm nenhuma influência.
O estudo ainda é preliminar e os resultados foram obtidos com apenas 17 pessoas, um número ainda muito pequeno. Com esse número, não é possível afirmar absolutamente nada.
A pesquisa, ainda assim, é importante. Precisamos avançar emestudos sobre novas formas de tratamentos menos tóxicos e mais eficazes. Os resultados são bons, mas é importante observar que somente uma pessoa teve o tumor reduzido. No entanto, a fase 1 de testes clínicos deve provar a segurança do tratamento, e foi o que os resultados demonstraram.
Estudos maiores e mais específicos são necessários para que essa pesquisa avance e suas conclusões finais sejam comparadas com o tratamento convencional. Só então essa tecnologia se tornaria, após ao menos dez anos, um medicamento disponível."

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/nanoparticulas-anticancer-sao-usadas-com-sucesso-em-teste-nos-eua

Autor da Postagem: Matheus Azambuja

terça-feira, 3 de abril de 2012


Guiados pelo brilho
Técnica que torna fluorescentes tecidos cancerosos é testada com sucesso em pacientes com câncer de ovário. O método permitirá que os médicos visualizem com maior precisão a extensão dos tumores em tempo real durante a cirurgia para sua retirada.

Um método desenvolvido por uma equipe internacional de pesquisadores promete melhorar o resultado das cirurgias para retirada de tumores de ovário. Testada com sucesso em pacientes, a técnica fornece imagens fluorescentes das células cancerosas durante a operação, em tempo real, permitindo a identificação mais precisa da extensão do tumor.
O câncer ovariano é a doença ginecológica que mais mata no mundo ocidental. Esse tipo de tumor não tem uma apresentação clínica que permita distingui-lo em seus estágios iniciais, o que frequentemente resulta no diagnóstico da doença em níveis avançados e se traduz em uma alta taxa de mortalidade.
O tratamento mais efetivo consiste na cirurgia de retirada dos tumores visíveis, seguida de quimioterapia. Mas, durante a operação, os médicos nem sempre conseguem determinar facilmente os limites do tumor, e o crescimento das células cancerosas não removidas pode levar à reincidência da doença.
O novo método para auxiliar a identificação dos tecidos malignos, aplicado em pacientes com tumor epitelial de ovário, se baseia no fato de que cerca de 90% desses tipos de câncer apresentam grande expressão de receptores de ácido fólico (proteínas que permitem a interação dessa substância com os mecanismos do metabolismo celular). Os pesquisadores então associaram ácido fólico a marcadores fluorescentes, o que permitiu ‘realçar’ esses receptores – e, consequentemente, as células cancerosas.
Outros estudos já tinham combinado ácido fólico a compostos fluorescentes para mapear células tumorais. Mas esta é a primeira vez que a técnica é testada em humanos. A pesquisa, conduzida por pesquisadores da Holanda, da Alemanha e dos Estados Unidos, foi publicada esta semana no site da revista Nature Medicine.
O composto foi injetado em 10 pacientes entre 41 e 76 anos – sendo cinco com tumor epitelial ovariano maligno e cinco com tumor ovariano benigno – submetidas a cirurgia. Por meio de um sistema de câmeras especialmente projetado, foi possível detectar a fluorescência em quatro pacientes com tumor maligno. Na quinta paciente, não havia expressão dos receptores de ácido fólico, o que impediu que as células cancerosas fossem marcadas. Os tumores benignos e os tecidos normais não mostraram qualquer sinal de fluorescência.
Um dos autores do estudo, Gooitzen van Dam, da Universidade de Groningen (Holanda), explica que, independentemente do estágio do câncer ovariano, cerca de 10% das pacientes não apresentam superexpressão de receptores de ácido fólico, o que inviabiliza a aplicação do método. “Para identificar as pacientes que podem fazer uso da técnica, será preciso determinar a presença desses receptores em tecidos tumorais extraídos antes da cirurgia”, diz.
Eficiente e precisa
Durante os testes, cinco cirurgiões identificaram independentemente os tumores em imagens coloridas comuns e nas com florescência da mesma área. O número de tumores detectados a partir das imagens fluorescentes (34, em média) foi significativamente maior do que os identificados apenas com a observação das imagens coloridas (sete, em média).
Segundo os cientistas, foi possível visualizar em tempo real os tumores por um período de 2 a 8 horas após a injeção do composto de ácido fólico e marcadores fluorescentes. O método não interferiu no procedimento cirúrgico padrão e permitiu a retirada de tumores menores que 1 milímetro. Todos os tecidos fluorescentes foram confirmados como malignos por meio de estudos histopatológicos posteriores.
“A combinação de imagens precisas em tempo real com agentes fluorescentes específicos para o tumor pode mudar o paradigma da cirurgia de inspeção ao permitir a localização de lesões difíceis ou impossíveis de se detectar pela observação visual ou pela palpação”, dizem os autores no artigo. Além disso, eles acreditam que a técnica pode diminuir o número de procedimentos cirúrgicos extensivos desnecessários e a mortalidade associada a eles.
Mas os pesquisadores ressaltam que são necessários estudos com um número maior de pacientes para confirmar os dados e esclarecer a precisão, a sensibilidade e a especificidade da técnica. Eles pretendem estender os testes para uma rede de hospitais na Holanda e nos Estados Unidos para acelerar os estudos clínicos e tornar a tecnologia disponível para a população.
“Nossa estimativa é de que sejam necessários cerca de dois anos até que tenhamos uma resposta definitiva sobre o impacto da cirurgia e seu resultado”, prevê Gooitzen van Dam.
Segundo ele, a técnica também tem grande potencial para uso em pacientes com câncer de pulmão, que apresentam alta expressão de receptores de ácido fólico em 70% dos casos. Como a superexpressão desses receptores varia muito entre os diversos tipos de câncer, os pesquisadores estão agora desenvolvendo e testando marcadores específicos para tumores de mama, pâncreas, próstata, entre outros.


Amanda de Campos

Fonte: Ciência Hoje On-line

domingo, 1 de abril de 2012

Cientistas dão passo importante rumo a cérebro artificial

Modelo tridimensional do cérebro
     Cientistas suecos anunciaram ter dado o primeiro passo para criar um modelo tridimensional do cérebro.
       Um modelo artificial de cérebro poderia elevar todas as pesquisas neurocientíficas a um novo patamar, permitindo experiências que hoje só podem ser parcialmente simuladas em cérebros de cobaias, muito diferentes dos cérebros humanos.
         O grupo, formado por cientistas das universidades Chalmers e Gotemburgo, conseguiu estimular a formação de redes neurais vivas e funcionais usando um substrato de nanocelulose, um material biológico.
         "Foi um grande desafio. Mas, depois de muitos experimentos, nós descobrimos um método para fazer as células aderirem ao suporte dando-lhes uma maior carga positiva. Agora nós temos um método estável para cultivar neurônios sobre a nanocelulose," comemora o Dr. Paul Gatenholm, coordenador do estudo.
Células em 3D
     Cultivar neurônios em laboratório é simples, mas eles crescem nos chamados discos de Petri, ou seja, somente formam redes neurais sobre o plano do recipiente de vidro.
Ocorre que o cérebro humano é tridimensional. Por isto os cientistas procuram desenvolver suportes capazes de permitir que os neurônios, assim como as células de outros órgãos, cresçam de forma parecida como o fazem no corpo.
No experimento agora realizado com sucesso pelos cientistas suecos, os neurônios desenvolveram interconexões, as chamadas sinapses, tão logo começaram a se desenvolver sobre o suporte de nanocelulose.
Os pesquisadores agora podem usar impulsos elétricos e substâncias químicas sinalizadoras para gerar impulsos nervosos, que se espalham pela rede neural da mesma maneira que o fazem no cérebro.
Eles também poderão estudar como as células nervosas reagem a outras moléculas, tais como fármacos, ou novas moléculas candidatas a medicamentos.
Cérebro artificial
Segundo a equipe, seu objetivo é desenvolver "cérebros artificiais", marcadamente simplificados, é claro, mas suficientes para estudar, por exemplo, a destruição das sinapses, que é um dos primeiros sinais do Mal de Alzheimer.
Na verdade, todas as pesquisas na área das neurociências poderão ter um grande impulso com este desenvolvimento.
E não apenas isso: segundo a equipe, hoje os programadores de computador usam as chamadas redes neurais para desenvolver softwares muito complexos. Esses programas chamam-se redes neurais porque têm seu funcionamento inspirado nas redes de neurônios do cérebro.
Com a possibilidade de construir redes neurais biológicas vivas, será possível criar o que eles chamam de biocomputadores, ou seja, computadores que funcionam não com base em processadores de silício, mas em células vivas.
O que é nanocelulose
O material utilizado pelos cientistas é a nanocelulose, uma celulose derivada das plantas, mas cujas fibras são muito pequenas, com dimensões medidas em nanômetros.
Uma fibra típica de nanocelulose tem entre 5 e 20 nanômetros de espessura e até 2.000 nanômetros (equivalente a 2 micrômetros, ou 0,002 milímetro) de comprimento.
A nanocelulose pode ser sintetizada por bactérias, que tecem uma estrutura muito densa de fibras de celulose.
Ela também pode ser isolada pelo processamento da polpa de madeira em um homogeneizador de alta pressão.

Células nervosas crescendo sobre uma estrutura tridimensional de nanocelulose, o primeiro passo para criar o que os cientistas chamam de "cérebro artificial". [Imagem: Philip Krantz/Chalmers University]
Células nervosas crescendo sobre uma estrutura tridimensional de nanocelulose, o primeiro passo para criar o que os cientistas chamam de "cérebro artificial". [Imagem: Philip Krantz/Chalmers University].
Postagem: Ana Paolla Protachevicz.
 

Nanotecnologia


O que é nanotecnologia?

É a ciência que projeta e desenvolve produtos e processos tecnológicos a partir de partículas minúsculas, na escala de nanômetros (1 milímetro é igual a 1 milhão de nanos), como os átomos.Com o uso de técnicas e ferramentas específicas, esse profissional é capaz de organizar átomos e moléculas a fim de dar origem a um produto, processo ou novo material. Atua na pesquisa e no desenvolvimento de diversas áreas, desde a medicina, passando pela química, biológica, têxtil, até computação e tecnologia.



Historia e Objetivo
Aquando Eric Drexler (direita) popularizou a palavra "nanotecnologia", nos anos 80, referia-se à construção de máquinas à escala molecular, de apenas uns nanómetros de tamanho: motores, braços de robô, inclusive computadores inteiros, muito menores do que uma célula.
 Fala-se com frequência da nanotecnologia como uma "tecnologia de objetivos gerais". Isso se deve ao fato de que na sua fase madura terá um impacto significativo na maioria de indústrias e áreas da sociedade. Melhorará os sistemas de construção e possibilitará a fabricação de produtos mais duráveis, limpos, seguros e inteligentes, tanto para a casa, como para as comunicações, os transportes, a agricultura e a indústria em geral.
Imaginem-se dispositivos médicos com capacidade para circular na corrente sanguínea e detectar e reparar células cancerígenas antes que se estendam.
Imagine-se o que seria "encolher" todo o conteúdo da Biblioteca Nacional num dispositivo do tamanho de um cubo de açúcar. Ou então desenvolver materiais dez vezes mais resistentes que o aço e com apenas uma fracção do peso.
A base da nanotecnologia é o fato de que não só oferece produtos aperfeiçoados como também uma ampla variedade de melhores meios de produção. Um computador pode fazer cópias de ficheiros de dados; basicamente tantas cópias como quisermos a um custo muito reduzido ou mesmo inexistente. Pode ser apenas uma questão de tempo até que a fabricação de produtos se torne tão barata como a cópia de ficheiros.
 Aqui reside a verdadeira importância da nanotecnologia, por isso é vista às vezes como " a próxima revolução industrial ".
A nanotecnologia não só permitiria a fabricação de produtos de alta qualidade a um custo muito reduzido como também a criação de novas nanofábricas com o mesmo custo e velocidade. É mesmo por essa capacidade única de auto reprodução (para além da biologia, evidentemente) pelo que a nanotecnologia se denomina " tecnologia exponencial ". Refere-se a um sistema de fabricação que, por sua vez, seria capaz de produzir mais sistemas de fabricação-fábricas que produzem outras fábricas- de maneira rápida, barata e limpa.






Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/ciencias-exatas-informatica/nanotecnologia-602529.shtml e http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/ciencias-exatas-informatica/nanotecnologia-602529.shtml


Postagem: Bruna de Oliveira